quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Portal 888 (8/8/2015)
"Senhor, faze de mim um instrumento de tua paz,
Para mim mesmo, em primeiro lugar, para aprender então a levar a paz para o mundo.
Onde houver ódio dentro de mim, que eu leve amor de Teu Evangelho,
Para então me fazer representante desse amor para o mundo.
Onde houver ofensa dentro de mim, que eu leve o perdão que nos ensinaste,
Para então apreender a perdoar no mundo.
Onde houver discórdia dentro de mim, quanto as tuas divinas leis,
Que eu leve a união, de forma que minha alma possa estar unida a tua luz e a tua paz.
Onde houver dúvidas dentro de mim, que eu leve a fé, no consolador que nos prometestes, nas verdades que nos enviastes, em teu propósito.
Onde houver erro dentro de mim, que eu leve a verdade de Tuas leis, e então viva em harmonia com o mundo, levando a verdade em meus atos e não somente em minhas palavras.
Onde houver desespero dentro de mim, que eu leve a esperança de que, aprendendo a praticar as luzes que nos enviastes, eu conquiste a verdadeira vida no seio do teu amor, e então poderei levar a esperança e a misericórdia para aqueles que me cercam.
Onde houver tristeza dentro de mim, que eu leve a alegria de estar contigo, em tudo e com tudo, e aprenda a ver-te nas menores quanto nas maiores criaturas com as quais compartilho a vida.
Onde houver trevas dentro de mim, que eu leve, através do teu Evangelho, o despertar da luz!
Ó mestre, faze que eu procure mais consolar a mim mesmo em primeiro lugar, para então consolar ao outro, pois a caridade começa conosco.
Compreender a mim mesmo em primeiro lugar, sem ser conivente com minhas dificuldades, mas aprendendo a recomeçar, segundo as lições que me ensinaste, para então compreender o mundo em suas diversas nuances.
Amar a mim mesmo em primeiro lugar, pois que amar a mim mesmo me amar enquanto Espírito, e trabalhar por minha própria evolução, para depois estender esse amor ao mundo.
Pois é dando, de mim para o mundo, que recebo de Teu amor,
É perdoando e corrigindo meus erros, que serei perdoado.
E é morrendo com o homem velho, em seus hábitos pertinentes ao planeta de expiações que está por se extinguir em sua expressão vibratória, que viverei para a eternidade, harmonizado junto à regeneração, onde a lei do amor irá imperar acima dos desvios provocados pelo homem, para todos os Teus filhos, Senhor, inclusive para mim mesmo, se assim eu desejar, segundo o livre-arbítrio que me deste, para que eu possa, ao conhecer Tuas Leis, escolher entre a felicidade e a humildade futura, ou a infelicidade reticente nas expiações do mundo e do Universo!
Assim seja."
Equipe espiritual do Asseama
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Quando dois corações se encontram,
os corpos costumam não se bastar,
tamanha euforia na alma.
Agora, quando seis corações se reencontram...
É indizível.
Só nós, desde sempre, é que sabemos do que estamos falando...
Ou melhor, sentindo.
Gratidão eterna, irmãs tão ternas.
A caminhada tem mais beleza e sentido com vocês por perto.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
O cântico da terra
Cora Coralina
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Para algumas coisas na vida é preciso tanta coragem, mas tanta coragem, que meu peito para e me pergunta aonde eu pretendo chegar com tamanho arremesso.
Após a paralisia vem um mergulho nas profundezas desse meu mar de emoções que me levam ao desconhecido e ao mesmo tempo tão familiar sentimento de medo.
No medo eu me deleito, me ajeito e desajeito. Reencontro a velha zona de desconforto que me ilude numa aparente defesa e no descanso sem paz.
Ali eu passo anos, séculos, acreditando estar vivendo sem as armadilhas do meu inconsciente até que num descuido da obscuridade eu percebo, sem muita exatidão, o emaranhado das minhas incertezas.
E nesse lampejo de lucidez vislumbro a cura. Entrevejo a libertação definitiva dos vícios relacionais dos meus ancestrais. Diviso a melhor herança que posso deixar aos que virão depois de mim.
Por isso, tudo que me resta nesse momento é pedir ao meu peito em forma de decreto, coragem! Estou aqui.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Passando agorinha pela Ponte JK, já avistando o Congresso Nacional, cruzei mais uma vez com um desses caminhões repletos de galinhas empilhadas.
Sempre que isso acontece procuro reduzir um pouco a velocidade, respirar, mentalizar uma prece pelas galinhas, pelo coração humano e sigo.
Hoje não foi diferente. Mas minha mente trabalhou um pouquinho mais.
Lembrei dos destemidos ativistas que já pararam esses carros e libertaram animais. E sonhei o quanto gostaria de fazer isso um dia.
Adiante, minha mente alcançou o destino final delas (já que eu não parei o caminhão) e nesse momento cruzei o olhar com duas delas que me observavam e lhes disse:
"Eu sei o que vai acontecer, galinhas. Não bastando a indigna vida que vocês tiveram até aqui, preparem-se para o pior."
Logo esse dia tão nublado! (Se minha morte for parecida, eu iria preferir um dia de sol)
"Quando o caminhão parar, vocês continuarão sendo pegas de qualquer jeito, viradas de cabeça pra baixo, penduradas pelo tornozelo e irão passar uma lâmina no pescoço de cada uma. Irão sangrar. Vocês verão isso acontecendo entre vocês. Com muita sorte suas vidas serão ceifadas no primeiro corte, do contrário vocês ainda acompanharão os momentos seguintes de desmonte de seus corpos."
As duas galinhas não deram nenhum piu, permaneceram me olhando.
Depois desse diálogo mental pegamos rotas diferentes. Elas seguiram pela Asa Sul, eu Asa Norte. A vida segue, ou não.
E fiquei refletindo sobre minhas escolhas, minhas prioridades, se minha passagem aqui tá valendo de alguma coisa (uma rápida crise existencial).
A fresta de alívio eu encontrei quando lembrei que não alimento mais essa engrenagem. Que nenhuma daquelas galinhas iriam voltar até mim em formato de comida, mas "não é comida, é violência".
Há distância entre quem mata e quem come? É tão simples parar tudo isso, pois basta que cada um faça sua parte, somos os consumidores finais, quem injeta dinheiro nessa indústria. Se parar de financiar, para de existir.
Ah, mas é muito difícil! Pra quem? Pra você, pra mim ou pra galinha?
Sou grata a todos amigos e amigas que me inspiram e me fortalecem nessa caminhada. Pessoas que abriram mão de suas zonas de conforto porque não querem mais compactuar desse sistema de opressão e violência.
Sou grata aos que não pensam igual, mas se dão o trabalho de me ouvir.
Conheço as desculpas (já estive nesse lugar) conheço o medo, conheço o desconforto social. Mas isso tudo é bem menos importante do que o destino de se ter a garganta cortada por uma lâmina. Nada justifica.
Esse não é um post moralista, é apenas um convite pra que caminhões como esse parem de circular.
Porque se tornar vegano não é subir o último degrau de uma escada que leva a perfeição. Absolutamente. Mas sem dúvida é um passo importante rumo a um mundo mais justo, com maior compaixão.
E é muito mais legal quando caminhamos juntos. Na real, eu não teria conseguido sozinha. Depois ficou tudo mais fácil, leve e até divertido!
Grata pela escuta.
Sigamos!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Mama e maninho, esse texto não é nenhuma novidade e isso me desanima em alguma medida, por saber que mais uma vez estou aqui tomando o tempo de vocês com minhas eternas elucubrações e um certo receio de ser mais do mesmo. Mas sempre quando eu me vejo meio assim sufocada é em vocês que penso, minha família primeira, meu esteio maior.
Acabo de voltar de mais um retiro, desses sempre tão renovadores, tão intensos e significativos pra mim. O chamado pela Terra está cada dia mais forte, mais claro, mais difícil de adiar.
É que eu não acredito mais nesse mundo colapsado e falido. Nós tentamos, acredito de verdade que nos esforçamos, mas é hora de admitirmos os erros e construir uma nova humanidade, o tempo de regeneração não será após nosso desencarne. A morte nada mais é do que uma curva que fazemos numa estrada.
A violência, a fome, as desigualdades e injustiças sociais a incoerência da escassez em nossa mãe terra sempre tão abundante. O acúmulo de dinheiro, a opressão, a destruição da natureza. A corrupção, a propriedade privada... e tantas, tantas outras coisas que fizemos errado... Não, não quero mais me enganar, acreditar que isso tudo está tudo bem, porque não está.
As pessoas estão adoecidas, tomam medicamentos pra conseguir sorrir, pra conseguir dormir, pra conseguir comer ou pra parar de comer. Estão isoladas, se agridem, acham natural assistir noticiários de sangue. Estão sem tempo. Vários valores invertidos. Mais novos desrespeitando os mais velhos. Estado de nervos constante. Trabalhos remunerados vazios de sentido.
Eu sei que não sou apenas eu que percebo isso, e imagino que vocês dois inclusive concordam comigo. Mas é que eu não consigo mais, sabe. E eu sei também que vocês me compreendem e inclusive me apoiam. Sempre foi assim. É só a eterna vontade e necessidade de compartilhar meus processos. Sou tão grata a vocês, mas tão grata. Desejo tanto que Deus me conceda a oportunidade de permanecer ao lado de vocês por minha eternidade.
Família, eu não sei o dia de amanhã. Estou tentando dar conta do dia de hoje. Preciso assumir meu papel espiritual em minha jornada. Esse chamado vem desde muito cedo e vocês dois que me conhecem sabem bem disso. Foi com 12 para 13 anos que fiz minha primeira investida espiritual ao me matricular na catequese da Igreja São Paulo Apóstolo e logo em seguida na evangelização do André Luiz, desde meus primeiros passos independentes, foi esse o caminho que escolhi e nunca mais parei.
Minhas escolhas gritam meus anseios... desde “Palhaçotas Cambalhotas” onde acreditávamos que seria possível transformar o mundo em arte e magia. Depois veio minha escolha pela graduação em serviço social, que essencialmente é um curso que luta pela garantia de direitos das minorias sociais. Cheguei ao veganismo, com a certeza de que opressão contra os animais é a mais enraizada e antiga em nossa humanidade, igualmente disposta a não mais compactuar disso. E no Coletivo Mangueiral... a luta comunitária por um parque como símbolo de preservação de Gaia. E outras tantas pequenas coisas que sempre me deixaram, como vocês sempre disseram, cheia de atividades. Sou assim. Cada qual funciona de um jeito e esse é o meu... pelo menos até aqui. Na verdade acho mesmo que se não fosse a insegurança que ainda carrego em meu espírito eu já teria me jogado muito mais. Tudo bem, aprendendo sempre.
Eu sinto amor. Sinto plenitude. Sinto saúde, sinto vida. E todas as coisas ruins acima que descrevi tem me sufocado um tanto mais do que eu gostaria. Respiro fundo pra dar conta de equacionar as obrigações do sistema, os compromissos assumidos, principalmente de ordem financeira. Tudo são desafios e estou aprendendo em cada detalhe, mas é hora de dar outro passo.
Preciso trabalhar com cura, com a amorosidade, diretamente. Preciso conectar-me de vez com a abundância que há no mundo. Vibrar nessa frequência pra servir. Acolher nossos irmãos que estão cansados. Aprender a cultivar, a cativar, a cantar, a dançar como nossos índios, respeitando a reverenciando a natureza.
Eu e a Sister estamos aprofundando nessa caminhada. Sabemos que temos um compromisso juntas e estamos olhando com coragem pra esse caminho. Cultuamos imagens, acendemos velas e incensos, pitamos tabaco, cantamos e louvamos a natureza junto com pretos e pretas velhas e caboclos e outros seres de luz.
Peço sua benção mãezinha, sempre, que olhe por mim, que reze por mim. Que vigie sempre meus passos, que me alerte nos descuidos. Eu reverencio seu coração, sua fertilidade, sua maternidade, reverencio seu espírito. Eu agradeço a Deus por conceder a mim a oportunidade de ser sua filha.
Maninho, é difícil pra mim falar de ti... Porque você é o homem mais lindo que conheço. O Luli em minha vida é "um amor tão puro que ainda nem sabe a força que tem", espero um dia retribuir esse presente à altura e acho que isso só será possível se eu te der um sobrinho, assim como você me deu. Gratidão por me aceitar como sua irmã.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Constante
Constança, meu bem, Constança
Constante sempre serei
Constante até a morte
Constante eu morrerei
Há três meses do início oficial desse voo, me pego aqui ansiosa por seu início... Distraída das minhas obrigações diárias, busco na alimentação deste espaço uma maneira de me ludibriar, como se no fundo já tivesse começado. Talvez porque o começo já tenha chegado.
Na força da constança encontro a serenidade que preciso para não desistir do que faz sentido pra mim, que me faz sentir sentido. E sentindo, meu peito aperta em medo daquilo que mais me fascina. Pelo receio de não dar conta dos meus sonhos mais lindos.
Porque o caminho que escolhi não é o mais fácil, ninguém falou que seria... A sorte é saber que não estou sozinha.
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